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Um ano depois

Desafio 200 km em Boituva.

Desafio 200 km em Boituva.

Amanhã, 9 de dezembro de 2012, acontece a quarta edição da Rota Márcia Prado. Ano passado, fiz esse caminho com mais 3 mil ciclistas. Desta vez, mais de 6 mil se inscreveram.

Foi a primeira vez que pedalei mais de cem quilômetros. Imagine só. Tinha começado a pedalar com mais frequência em agosto, cerca de 15 km por dia indo e voltando do trabalho. Às vezes, um pouquinho mais. Nunca tinha passado dos 40 km e decidi fazer um caminho com 100 km, pois saí da estação Vila Olímpia e não do Grajaú. Empurrei a bicicleta em várias subidas, parei várias vezes para lanchinhos e fotos com os amigos. No final, pedalei 125 km em 12 horas e achei o máximo!

Depois descobri o Audax e me encantei. Cada prova é uma experiência nova. Em janeiro de 2012, tentei meu primeiro brevet. Não deu, mas ficou o aprendizado e consegui completar outras provas depois. Conforme fui aumentando meu limite, defini como meta para 2012 o brevet de 400. Tentei duas vezes, em Rio das Ostras e em Holambra, e não deu certo.

Quando saiu o calendário 2013, fiquei animadíssima. Decidi fazer os 200 km urbanos no Rio de Janeiro e os 200 km de Holambra. Em SP, o percurso do primeiro brevet da série foi  o mesmo da primeira prova que tentei. Achei que seria uma ótima maneira de encerrar o ano. Para completar, vários amigos, além dos costumeiros audaciosos, decidiram participar. Seria uma festa.

Iria fazer dois brevets em uma semana. Viajei para o Rio e fui bem até o primeiro PC. Tinha deixado para trás a subida, que era o meu maior receio, e estava no começo da segunda descida. Nem me lembro o que houve exatamente. Foi tão rápido e, quando dei por mim, estava indo para o chão. O sangue caindo nos óculos me assustou, mas o corte não foi profundo. Com o corpo quente e capaz de mexer braços e pernas, pensava: “droga, não posso perder muito tempo aqui ou vou chegar tarde ao segundo PC”. Só que não dava mais.

No pronto-socorro, a dor no braço aumentava cada vez mais. A tomografia indicou que está tudo bem com a cabeça. A má notícia veio com o raio-x: uma fratura bem próxima à articulação do cotovelo. O médico avisa que vou precisar de uma cirurgia seguida de fisioterapia. Deixei o tratamento para ser feito em São Paulo por recomendação médica. “A cirurgia não é urgente. Então, é melhor você ver isso em SP, assim, quem te operar vai também acompanhar sua recuperação.”

Ainda não sei quanto tempo vou ficar sem pedalar, mas já sei que bike, para mim, só no ano que vem. Infelizmente. Mesmo assim, a meta para 2013 continua sendo brevetar até os 600 km. É uma questão de conhecer nossos limites e superá-los.

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