Monthly Archives: February 2014

Audax 300 km em Boituva

Saindo do PC 3 rumo aos 300 km.

Saindo do PC 3 rumo aos 300 km.

Por causa do trabalho, Artur e eu fomos fazer o Brevet 300 km dos organizadores dia 8 de fevereiro, uma semana antes da data oficial.

Largamos às 5h33 do Boituva Apart Hotel com um pouquinho de chuva. O acostamento perto de Boituva estava muito sujo e, pouco depois do nascer do sol, meu pneu furou.

Antes de chegarmos ao PC 1, o Fábio e o Martin, que largaram às 6h e pedalavam num ritmo forte, passaram por nós. Nesse PC, fizemos uma parada de exatamente meia hora, mais tempo do que gostaríamos.

Continuamos o brevet e logo começou a Serra de Botucatu, que tinha pedalado nos 300 km do ano passado e não acho tão ruim. Porém, o vento contra que nos acompanhava deixou a subida bem chatinha.

Passando o pedágio, pegamos a saída para Rodovia Prof. Hipólito Martins, conhecida como Castelinho, sentido Botucatu. O vento contra não nos abandonou e o calor ficava cada vez pior.

Como disse o Artur, a Castelinho poderia se chamar Rondonzinha, pois, embora não seja tão íngreme, tem 20 km de sobe e desce.

Depois de alguns quilômetros na Rondon, a fome foi apertando e o ritmo diminuindo um pouco. Como já sabia que a estrutura do posto do PC 2 não era tão legal para almoçar, decidimos comer antes e paramos num restaurante no topo de uma subida a uns 10 km do ponto de retorno.

Arroz, salada, ovo frito e farofa de milho para mim. Além dessas opções, carne e feijão para o Artur. E um suco de laranja geladinho.

Seguimos bem até o PC 2 e paramos lá por 20 minutos.

A volta pela Rondon foi puxada para mim. O vento, que agora seria a favor, parou completamente. O céu continuava sem uma única nuvem e o relógio do Artur marcava 35°C (temperatura que se manteve igual até as 17h!).

Nossa água estava quase no fim e ainda faltavam uns 7 km até o posto Castelinho, por isso, resolvemos parar num posto policial. Os guardas foram simpáticos e comentaram que o Fábio e o Martin haviam falado sobre nós.

Paramos no posto Castelinho para pegarmos mais água e tomar sorvete para tentar refrescar um pouco. Nos 18 km restantes da rodovia, uma enorme nuvem ajudou a diminuir o calor, mas ela desapareceu assim que voltamos à Rodovia Castello Branco.

Como sou bem cautelosa nas descidas, fiquei contente por chegar à descida da Serra de Botucatu ainda com luz. O acostamento possui um desnível num trecho (o “degrau” mais alto tem asfalto bom) e há um afunilamento quando começa uma das pontes.

Depois da descida, são 13 km até o PC 3. Outra parada de meia hora e voltamos para a estrada. Paramos para fotografar um arco-íris e, ao retomarmos a pedalada, começou uma chuva forte, mas que não durou muito. Embora já não estivesse tão quente, me senti mais animada com a chuva.

O vento contra resolveu reaparecer no final da prova. Durante a última subida (pouco íngreme, mas loooonga), ao passar por uma saída, a rajada foi forte e deu uma boa segurada na bicicleta.

Brevetamos com 17h26.

Algumas considerações
Sofri bastante com o calor, principalmente na volta pela Rondon. Bebi bastante água e gatorade e procurei me alimentar com frequência. Como, às vezes, fico meio enjoada, sachês de carboidrato em gel e sorvete me ajudam bastante.

O tempo pedalado foi de 14h11. Portanto, ficamos 3h15 parados, o que é muita coisa! Isso inclui PCs, paradas para abastecimento de água e diversas paradas para alongamento.

Artur e eu alongamos menos do que deveríamos no dia a dia e isso resulta em musculaturas encurtadas. Além disso, preciso refazer o bike fit da Caçarola, pois, em pedais mais longos, começo a sentir uma dor que irradia da nádega esquerda para o joelho pela parte posterior da coxa. Por isso, precisei parar tanto para alongar nessa prova.

Num brevet, o ideal é não parar muito. Afinal, mesmo com paradas rápidas, quando somamos os minutos, dá bastante tempo. Sempre lembro da recomendação do Herr Richard Dünner, de que é melhor seguir num ritmo mais tranquilo do que achar que vai recuperar o tempo parado pedalando mais forte. Dificilmente, dá certo.

Para quem quiser saber mais sobre os tempos, o Artur organizou nossas anotações sobre as paradas.

Primeira parada alongamento (cerca de 50k) – 4min
Parada furo de pneu (54km) – 10min
Parada PC1 (77,7km) – 30min
Parada para pegar água e alongar (110km) – 8min
Parada para almoçar (137km) – 40min
PC2/água/alongamento/banheiro (152km) – 20min
Parada sombra/água/alongamento/protetor solar (167km) – 10min
Parada alongamento (178km) – 5min
Parada Polícia/água gelada (182km) – 10min
Parada Castelinho (187km) – 15min
PC 3 (226km) – 30min
Paradas diversas no ultimo trecho – 15min

Total de paradas: 3h15
Total pedalado: 14h11
Total: 17h26

Advertisements

Circuito do Machu Veiu

Circuito do Machu Veiu com amigos.

Circuito do Machu Veiu com amigos.

Enquanto eu estava em férias, o Artur e uns amigos foram fazer o Pedal do Machu Veiu e falaram que foi super divertido. Por isso, resolvemos marcar de pedalarmos juntos por ali.

Combinamos de sair cedo no domingo (12 de janeiro), então Artur e eu fomos no sábado para Hortolândia e ficamos na casa da Cintia e do Davi. A Tati e o Bruno se juntaram a nós no domingo pela manhã.

O circuito é tranquilo, com poucas subidas. Porém, encaramos alguns trechos com muita areia que exigia cuidado ao pedalar. Tentávamos seguir devagar e sempre porque, se parássemos, ficava difícil retomar a pedalada.

Cintia e eu "firmes" na areia.

Cintia e eu “firmes” na areia.

Saímos de Hortolândia, pela zona rural, e fomos até a vizinha Sumaré, passando pelo Horto Florestal e nos aproximando de Monte Mor.

O pedal foi divertido, ainda mais com as boas companhias. Porém, o ponto alto foi o bar do Machu Veiu. Imagine um bar com estacionamento para cavalos e charretes e paredes decoradas com pôsteres do Iron Maiden, Metallica, AC/DC!

E ainda fomos no dia em que rolou karaokê. O povo não era lá muito afinado, mas as músicas escolhidas renderam boas risadas. Fiquei surpresa por ainda lembrar várias letras. Ah, meus tempos de criança no interiorrr.

As porções de batata e mandioca fritas eram enormes e as melhores que já comi. A cerveja estava bem gelada e os copos tinham uma generosa camada de sal nas bordas, perfeita para repor o que foi perdido com a transpiração.

Depois da comilança, encaramos um pouco mais de calor na volta para Hortolândia. Ainda bem que já estávamos pertinho.

Se alguém quiser conhecer o circuito, o Davi, gente finíssima e guia experiente, promove esse pedal. Vale também uma xeretada no site dele para conhecer outras expedições que ele organiza.

Davi me apresentando o Machu Veiu.

Davi me apresentando o Machu Veiu.

Fotos do Artur.