Monthly Archives: June 2014

Pico dos Marins

Pico dos Marins

A névoa esteve bastante presente na minha primeira visita ao Marins.

Para o feriado prolongado em junho, o Artur me fez um convite: passar uma noite no Pico dos Marins, em Piquete. Optamos por sair de São Paulo na quinta-feira à tarde, dormir no Acampamento Base Marins e subir o pico na sexta, pela manhã.

No caminho para Piquete, pegamos garoa e chuva fraca e chegamos ao acampamento com muita neblina. O tempo virou e a temperatura estava em 13°C. Encontramos um grupo grande que fez bate-e-volta e uma turma de Belo Horizonte que fez a travessia Marins-Itaguaré. Conversar com o pessoal que descia, aumentava a minha ansiedade.

Na sexta-feira, acordamos com o barulho de um dos grupos que iria subir. Levantamos com calma e fomos organizar nossas coisas. Fomos os últimos a sair, às 9:20.

O início foi úmido e com pouca visibilidade, por causa da forte neblina. Passamos pelo trecho de mata, pela estrada de terra e logo chegamos ao Morro do Careca. Lá, encontramos um grupo de quatro caras que iriam dormir no Pico também. Pausa rápida para beber água e comer alguma coisa e voltamos para a trilha.

Pico dos Marins

Artur confirmando o caminho.

O tempo seguia encoberto e foram poucos os momentos em que pudemos avistar o cume. Logo começou o trecho de trepa-pedras e fomos seguindo num ritmo bom. Apesar de ter ficado um pouco insegura em certos trechos, fiquei bem feliz ao superar alguns “obstáculos”.

Quando estávamos próximos da nascente do Ribeirão Passa Quatro, nos desviamos um pouco da trilha, mas logo retomamos o rumo certo e ainda reencontramos um grupo que subia com um cachorro.

Pico dos Marins

Sobe, sobe, sobe!

Nesse momento, o tempo abriu um pouco e vi que estávamos perto do pico. O Artur disse que até lá ainda teríamos um bom trecho de sobe e desce. Minha imaginação foi pior do que a realidade e logo chegamos à base da rampa para o cume.

Subimos bem e, apesar de termos encontrado várias pessoas na trilha, fomos os primeiros a chegar, depois de quatro horas de escalaminhada. Assim, pudemos escolher tranquilamente onde montarmos nossa barraca.

O tempo continuou encoberto e não dava para ver muita coisa ali de cima. Descansamos um pouco, comemos, batemos papo com nossos “vizinhos”, comemos mais um pouco e voltamos para a barraca quando vento ficou um pouco mais forte.

Apesar de ter sido a noite mais longa do ano, dormi muito bem e o tempo passou rápido. Acordei pouco depois das 6h. Queria muito ter visto o nascer do sol, no entanto, a névoa era tão densa, que limitava a visão a pouco mais de dez metros. E assim foi por cerca de uma hora e meia.

Pico dos Marins

O curioso espectro de Brocken.

Quando o tempo limpou um pouco, além do céu azul e de uma vista linda com as nuvens dançando, fomos presenteados com a visão do espectro de Brocken.

Esperamos para ver se o tempo limparia mais, porém, ele voltou a fechar. Arrumamos nossas tralhas e fomos os últimos a deixar o cume.

A descida foi num ritmo mais lento, como eu já esperava. Mais uma vez, encontramos muitas pessoas pela trilha, inclusive algumas crianças. Próximo ao primeiro maciço, fizemos um pequeno “desvio”, mas logo o Artur percebeu e nos botou de novo no caminho certo.

Pico dos Marins

Voltando para o acampamento base acompanhados pela névoa.

O tempo continuou fechando e o nevoeiro aumentava conforme descíamos. O caminho pela mata estava ainda mais úmido do que quando saímos e tínhamos que tomar cuidado para não escorregarmos no barro. Chegamos ao acampamento base, nos despedimos do Milton e pegamos o rumo para São Paulo.

Vivendo e aprendendo

Esta foi a segunda vez que acampei e a primeira com tempo frio. A temperatura chegou a 7°C à noite no Pico, mas a sensação era um pouco mais baixa por causa do vento.

Nossa bagagem foi bem planejada, mas, ao longo do caminho, fui pensando no que poderia melhorar para a próxima vez. Além da roupa limpa, vou deixar um par de calçados limpos no carro para a volta. Meus tênis estavam pura lama.

Pico dos Marins

Preparando o jantar toda concentrada.

Como estava frio, uma bebida quente fez falta e pensei logo no chá que aquece e hidrata. Na próxima vez, não vou apenas cogitar, vou levá-lo com certeza. Levamos vinho, mas bebemos pouco, para não nos desidratarmos. Nosso jantar foi macarrão com cogumelos, tomatinhos e queijo gorgonzola. Gostei da escolha e imagino que vamos repeti-la outras vezes.

Também pensamos em pizza de frigideira com os mesmos acompanhamentos do macarrão. Outra ideia que me agrada é fazer uma sopa de macarrão (pode ser miojo, que cozinha rápido, tem bastante calorias e ainda ajuda a repor o sal) com legumes.

Não tiramos muitas fotos, mas algumas podem ser vistas aqui.

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400km em Holambra outra vez

Quando o calendário da série 2014 do Audax SP foi divulgado no ano passado, fiquei empolgada ao ver que a prova de 400km seria em Holambra. Imaginei que seria o mesmo percurso que havia tentado antes e pensei: “desta vez, eu termino”. Bem, eu tentei, porém novamente não terminei. E, ao contrário do que ocorreu em 2012, não fiquei nem um pouco chateada.

O Artur e eu largamos bem, mas, ao mesmo tempo, pensando “o que estamos fazendo aqui?”. Pedalamos juntos até o PC 1 e chegamos uma hora antes do fechamento. Ficamos pouco tempo ali e logo voltamos para a estrada.

Quando chegamos aos 90km, ele resolveu voltar. Sentia as pernas cansadas e não queria forçar demais. Pensei em acompanhá-lo, mas ele foi me passando as ferramentas e insistindo para que eu continuasse.

A caminho de Brotas, conversei um pouco com o Marco e o Marcelo de Itanhém, mas, com as diferenças de ritmos, segui sozinha quase o tempo todo até o PC 2. Lá, comi, bebi e descansei um pouquinho.

Voltei para a estrada acompanhada do Eber e fomos incentivando um ao outro. Pedalamos juntos até o pedágio que fica a cerca de 15km da Rodovia Washington Luis. Já tinha decidido parar, pois não queria passar a noite acordada pedalando, e também não queria segurar o ritmo do Eber. Por isso, disse a ele que esperaria o Artur me buscar naquele ponto. Não seria seguro ficar parada nos trechos escuros e desertos da estrada.

Entreguei para ele sachês de carboidrato em gel com cafeína e os onigiris que tinha levado e desejei boa prova. Aguardei um pouco e voltei para a estrada. Para facilitar meu resgate, queria encontrar o Artur na Washington Luis. Em alguns momentos, senti-me um pouco insegura ao pedalar esse trecho à noite e sozinha, mas não tive problemas.

Os 210km pedalados bastaram para mim. A empolgação ao ver os outros ciclistas na estrada não mudou e torci para que cada um deles completasse a prova. Porém, a minha vontade de fazer provas de Audax não é mais a mesma. Durante os 300km em Boituva, já tinha falado sobre isso com o Artur. “Quanto mais faço Audax, mais percebo que quero mesmo é cicloviajar”, disse.

Isso não significa que não farei outros brevets. Isso vai depender do momento e da prova, claro. Contudo, por hora, quero estradas com menos caminhões e paisagens mais bonitas. Quero seguir em outro ritmo e aproveitar mais o caminho.

Aiuruoca - MG.

Cicloviagem de final de ano em Aiuruoca – MG.