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General Salgado

“Mi, vamos para Salgado de bicicleta?” A pergunta foi feita pelo Giu num tom de brincadeira que poderia virar coisa séria, mas ficou arquivada por meses, um ano, talvez. Até que, com as férias chegando e todos os meus planos dando errado, decidi que era isso que eu faria. Comentei com o Artur, que se prontificou a ir comigo.

Começamos a pedalar a partir de Hortolândia, o que nos garantiu uma noite agradável com amigos e excelente companhia nos primeiros quilômetros. Tivemos também uma conversa sobre as condições de algumas estradas e alteramos o roteiro.

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Lasanha de aspargos verdes com cogumelos. Foto: Artur Vieira.

1º dia – De Hortolândia a Rio Claro

Depois de nos despedirmos da Cintia e do Davi, seguimos pela Rodovia dos Bandeirantes.

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Amigos queridos. Foto: Artur Vieira.

Não tínhamos pedalado muito quando encontramos um homem vestindo roupas de ciclismo e caminhando pela estrada com um mochilão. Vagner saiu de São Bernardo do Campo e vai andar até Brasília para levar uma carta contra a corrupção para a presidente Dilma Rousseff.

Ele contou que já viajou muito de bicicleta, sendo uma das viagens até Araçatuba para ver sua mãe, que faleceu três meses após a visita. A marcha para Brasília está sendo a pé porque “de bicicleta é muito fácil”.

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A caminho de Brasília. Foto: Artur Vieira.

A Bandeirantes é relativamente plana e o dia rendeu. Mesmo saindo tarde e fazendo algumas paradinhas, chegamos por volta das 14h ao nosso destino.

Não conseguimos vaga no primeiro hotel encontrado via Google e, por indicação, fomos parar no Hotel Santo Antônio, meio muquifo, porém, melhor do que nada.

Tomamos banho, descansamos e fomos para a rua comer. Tinha visto um bar que vende Guinness e quis ir lá. Péssima opção! Pedimos uma cerveja para cada e uma porção de batatas fritas com queijo. A porção era gigante, mas não justifica os 72 reais gastos.

Voltamos para o hotel e fomos dormir cedo.

Distância percorrida: 85,2 km

2º dia – De Rio Claro a Brotas

O despertador tocou às 7h. Organizamos tudo, nos arrumamos, tomamos café e, duas horas depois, estávamos na estrada.

O céu estava sem nuvens e o calor começou cedo. Pedalamos com um pouco de vento contra e o rendimento não estava muito bom. Acho que a alimentação ruim da noite anterior e o fato de termos bebido pouca água contribuíram para esse estado.

Logo começou a serra da região de Itirapina, que eu já conhecia do Audax 400 km de Holambra. Os caminhões iam devagar e, por um trecho, o Artur apostou corrida com um deles o que rendeu algumas risadas do caminhoneiro. Chegando ao topo, paramos para admirar a vista e tirar algumas fotos. Este foi o dia com as paisagens mais bonitas.

Serra de Corumbataí

Serra de Corumbataí.

Decidimos almoçar em Itirapina e fomos parar no camping, pousada e restaurante Paraíso das Águas. Quando fizemos o pedido, a moça avisou que a comida demoraria um pouco para ficar pronta, mas nem ligamos. Aproveitamos para relaxar num banquinho e observar a macaca Kika. Comemos bem e voltamos cheios de energia para a estrada.

Fizemos uma pausa para algumas fotos e, mal voltamos a pedalar, paramos novamente para conversar com um ciclista que seguia na direção oposta. Resumindo uma história meio mal contada, tratava-se de um uruguaio vindo de Campo Grande, seguindo há três anos numa missão social que irá durar seis anos.

Minha experiência com cicloviagens e encontros com cicloviajantes é praticamente nula, mas, com certeza, era uma das bicicletas mais carregadas que já seu viu. Enquanto conversávamos, aproveitei para ver alguns detalhes: sacolas e mais sacolas de supermercado, luvas grossas, garrafas vazias de Gatorade, garrafa térmica de cinco litros, saco de estopa, cadernos, livros, entre outras coisas. Havia ainda um peso extra nas rodas. Cada uma tinha dois pneus e duas câmaras (uma vazia) para “evitar furos”.

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Haja força para carregar todo esse peso. Foto: Artur Vieira.

Chegamos em Brotas por volta das 16h e logo achamos uma pousada. De banho tomado, fomos procurar um lugar para comer. O jantar teve risoto de funghi e chopp black. Perfeito!

Passamos num supermercado para comprar guloseimas para o dia seguinte e um vinho para fechar a noite. Dormimos cedo de novo.

Distância percorrida: 79,8 km

3º dia – De Brotas a Lins

Depois de um bom café da manhã, seguimos na estrada em direção a Jaú. Na saída de Brotas, encontramos vários ciclistas treinando. Alguns perguntaram para onde estávamos indo e avisaram que tinha uma serra no meio do caminho.

Quando passamos pelo Rancho da Pamonha (PC 2 do Audax 400 km), aproveitamos para comer um lanche e pedimos dois para viagem. Impossível não lembrar que encontrei o Tux e o Gabia aqui. Primeira vez que os alcancei em um PC e os dois dizendo que iriam desistir da prova neste ponto. Até parece!

Voltamos para a estrada e logo o tempo mudou. O sol que brilhava na hora do café da manhã foi só para nos enganar. Mais dois ciclistas passaram e perguntaram sobre nosso destino. Como as primeiras gotas de chuva começaram a cair, eles avisaram que 1 km adiante havia um viaduto e 5 km depois, um posto com restaurante. Isso entra na lista das mentiras que os ciclistas contam, pois as distâncias eram de 5 e 10 km, respectivamente.

A chuva ficou mais forte e começou um vento lateral que nos empurrava na direção do guard-rail. Fiquei com receio nas descidas por causa da água na pista, mas não tive problemas. Ainda bem!

Logo veio a serra da região de Dois Córregos e subimos debaixo de chuva. Paramos um pouco numa área de descanso, alongamos e continuamos. Além de mais longa, tive a impressão de que esta serra tem um grau de inclinação maior do que a de Itirapina.

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Ainda bem que não somos feitos de açúcar. Foto: Artur Vieira.

Depois da serra, comecei a sentir frio e decidi pedir café em uma guarita. O guarda veio com ar desconfiado, mas tirou a mão da arma quando me viu. Infelizmente, não tinha café. Agradeci de qualquer forma, e fui com o Artur para o ponto de ônibus, que ficava em frente, onde comemos os lanches comprados mais cedo e ainda quentinhos.

Muito solicito, o guarda perguntou se ficaríamos ali por mais um tempo, pois estava tentando conseguir café com algum morador do condomínio. O café não veio, mas faltavam poucos quilômetros para Jaú.

Por causa da chuva, mudamos os planos de novo. Ao invés de seguirmos de Jaú para Ibitinga, compramos passagens para Bauru e, de lá, para Lins. A espera nas rodoviárias cansou mais do que pedalar. Duas horas em Jaú, uma hora de ônibus, três horas em Bauru, mais uma hora e meia de viagem e o tédio de não ter o que fazer nessas cidades. Ainda bem que fizemos reserva num hotel em Lins e isso nos poupou tempo quando chegamos lá.

Para embarcar, tivemos que embalar as bikes. De acordo com o rapaz do guichê, a Reunidas não tem uma política clara em relação a bicicletas e a decisão de levar as magrelas montadas ou não cabe aos motoristas, que “não costumam gostar da ideia”.

Achamos melhor não esperar para ver e, enquanto aguardávamos o ônibus em Jaú, colocamos as bicicletas nos mala-bikes que o Artur levou. Menino prevenido! O motorista do ônibus de Bauru para Lins perguntou se transportávamos bicicletas e pareceu gostar da resposta. Talvez não implicasse, mas não dava para saber.

Chegamos em Lins pouco depois das 20h. O Artur montou as bicicletas e seguimos para o hotel. Conseguimos estender as roupas molhadas num varal, tomamos banho e fomos dormir.

Distância percorrida: 53,7 km

4º dia – De Lins a Araçatuba

Como este seria o trecho mais longo da viagem, queríamos sair cedo. Porém, por causa da chuva e do transporte em ônibus foi necessário fazer uma revisão básica nas bicicletas, com ajuste dos freios e lubrificação das correntes. Começamos a pedalar somente depois das 10h.

Seguimos pela Via Rondon (SP 300) com céu azul, calor e várias subidas. Tínhamos pedalado pouco quando avistamos uma parada do outro lado da estrada. Decidimos comer alguma coisa ali, pois não sabíamos quais seriam as outras opções no caminho.

jun2013 (30) Res

Kero Kero.

A paisagem foi a mesma por vários quilômetros: canaviais e mais canaviais. Lembrei da brincadeira que o Pedro Sgavioli fez sobre um “tour de cana”, se referindo à possibilidade de um Audax na terra, na região de Bauru. Porém, concluímos que o nosso tour de cana era diferente: saímos de Hortolândia, onde há uma penitenciária, passamos por um centro de detenção em Itirapina (há dois), pela Penitenciária de Avanhandava e por duas clínicas de reabilitação.

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Muitas retas e sobe e desce. Foto: Artur Vieira.

Em frente à Penitenciária de Avanhandava há uma subida enorme e passamos por ali sob o sol forte do meio-dia. Bateu um pouco de cansaço e decidimos parar na próxima cidade para almoçar.

Pouco antes da entrada de Penápolis, havia uma parada, mas seguimos a dica de um policial rodoviário e fomos para a cidade, que começa uns 4 km depois do trevo. Pedimos informação em um posto de gasolina e fomos almoçar no restaurante do supermercado Big Mart. Comida simples e saborosa! Para a minha felicidade, tinha até quiabo.

Descansamos um pouco antes de voltarmos para a estrada e encararmos o resto do sobe e desce. Faltando cerca de 30 km para Araçatuba, estávamos numa subidinha quando um motorista, que ia no sentido oposto, parou o carro, com rack para bicicleta, no acostamento, abaixou o vidro e fez sinal para esperarmos.

O Oscar se apresentou dizendo que é dono da bicicletaria Roda Livre, em Araçatuba. Todo animado, ele perguntou qual o nosso destino e de onde partimos. Depois, contou que organiza um grupo de pedal na cidade e acrescentou que, se precisássemos de algo, era só entrar em contato.

Na região de Birigui, vimos vários anúncios de lojas de calçados. Em seguida, começaram as fazendas de bois de raça. Estávamos em Araçatuba. No caminho, vimos também a faculdade de Odontologia da Unesp, onde o Giu passou cinco anos estudando.

Por causa do horário, o trânsito aumentou um pouco. Ignoramos a placa que proíbe bicicletas na rodovia e continuamos pelo acostamento, sem problemas. Com a ajuda do GPS, o Artur nos guiou até a casa da minha prima, onde passamos a noite.

Distância percorrida: 101,6 km

5º dia – De Araçatuba a General Salgado

Saímos preparados para o pior, pois quem ouvia sobre nosso plano avisava: “a estrada não tem acostamento e está muito ruim”. A rodovia Elyeser Magalhães está sendo duplicada e alguns trechos estão meio bagunçados mesmo, sem sinalização. Porém, os primeiros 20 km renderam bastante.

A ponte sobre o Rio Tietê foi parada obrigatória para fotos. Tão limpinho! Vimos dois senhores pescando e uma placa informando que era proibido pescar em determinado trecho porque é uma rota de barcos.

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Rio Tietê como não se vê na capital. Foto: Artur Vieira.

Depois disso, o rendimento caiu bastante e resolvemos parar para comer, descansar e tirar mais fotos.

O estado de conservação da estrada realmente é bem ruim. Para minha surpresa, em alguns trechos havia acostamento e, à vezes, ele era melhor até do que a pista. No entanto, por vários quilômetros, seguimos pela beira da faixa devido aos buracos, à vegetação, à sujeira (pedras, pedaços de cana etc.) e à falta de acostamento.

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Asfalto incrível da Elyeser Magalhães. Foto: Artur Vieira.

Embora a estrada seja rota de caminhões e treminhões, conforme nos distanciamos de Araçatuba, o trânsito ficou mais tranquilo. E ainda tivemos outra surpresa positiva: ao nos ultrapassar, a maioria dos motoristas mudava de faixa ou, pelo menos, guardava uma distância segura.

Foram mais de 60 km assim, até chegarmos à Rodovia Feliciano Salles da Cunha. Pedalamos um pouquinho ali e paramos na entrada de um sítio, na primeira sombra convidativa que encontramos. Almoçamos a pizza que sobrou da noite anterior antes de encararmos os 12 km restantes.

O sobe e desce recomeçou e as três últimas subidas foram bem longas. A poucos metros da entrada, passamos por um canavial e um dos cortadores de cana gritou para mim: “é passeio?”.

Quando vi o letreiro da cidade, até esqueci o cansaço. Comemoramos a chegada com sorvete e cerveja em frente à praça central da cidade. Depois, mostrei para o Artur a casa onde morava e o quintal onde aprendi a andar de bicicleta.

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Depois de 400 km, chegamos! Foto: Artur Vieira.

Esta foi a primeira vez que pedalei por cinco dias seguidos. Sentia as pernas pesadas de manhã, quando começávamos a rodar, mas a sensação passava logo. Percebi que preciso prestar mais atenção à alimentação e à hidratação e ainda quero ser mais eficiente na hora de separar o que levar nos alforjes.

Tinha pensado em fazer a viagem sozinha, mas fiquei feliz por o Artur ter ido comigo. Certas experiências valem mais quando são compartilhadas e eu dividi esses momentos com alguém tão especial.

Mais do que nunca, a viagem foi o caminho.

Distância percorrida: 80,9 km

***
P.S.: o Artur fez fotos lindas dessa viagem e estão todas aqui.

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Carnaval em Campos do Jordão

Início da jornada.

A ida

“Ah, eu vou vai!” E assim, num impulso, resolvi encarar a serra de Campos do Jordão em uma cicloviagem durante o Carnaval.

Na manhã de sábado, partimos de ônibus até Taubaté. A ida seria pela Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, passando por Tremembé. Apesar do calor, a primeira parte foi bem tranquila. Logo depois da primeira subida, paramos em frente ao posto da Polícia Rodoviária e aproveitamos para reabastecer as caramanholas.

O primeiro morrinho foi brincadeira perto do que veio depois. A placa indicava a distância até Campos do Jordão: 28 km. De subida! Sempre digo que sou ruim de subidas e percebi que o maior problema é a afobação. Quero que acabe logo e começo num ritmo mais intenso do que aguento. Aí, canso rápido e demoro para recuperar o fôlego. Porém, como a serra de Campos não acabaria tão cedo assim, fui me controlando para não exagerar.

Sobe, sobe, sobe.

Algumas pessoas foram mais rápidas e o grupo se dividiu um pouco. O sol forte e o calor não ajudaram e a água estava no fim. Quando vi uma caminhonete da DER, não tive dúvidas. Fui perguntar se o rapaz tinha água para nos dar. Muito solicito, ele encheu minha caramanhola e disse para eu beber que ele encheria de novo.

Fiquei lembrando de um texto dos amigos Fabrício e Affonso no blog Ushuaialaska. Eles falaram sobre a “humanidade” que existe em pedir água a outra pessoa e como “negar água é ao mesmo tempo a expressão mínima e máxima da maldade com o outro”.

Numa das paradas curtas para descanso, mandei uma mensagem para o Marcello perguntando se ele tinha encontrado o mirante com lanchonete sobre o qual alguém tinha comentado. A resposta veio rápida: fazendinha no km 38. Olhei para frente e estávamos a apenas alguns metros da entrada.

Torta de ricota com espinafre e saladinha de alface com flor comestível.

Com a fome e a sede que eu estava, parecia realmente que tínhamos encontrado um oásis. Lugar lindo, aconchegante, com comida orgânica e deliciosa! Ficamos lá por quase uma hora, comendo, bebendo e descansando. Depois seguimos em três: Shadow, Marcello e eu.

Reencontramos parte do pessoal pouco depois no mirante (que realmente existe!). Aproveitamos para comer milho cozido, mas perdemos o caldo de cana, pois a barraca já tinha sido desmontada.

Quase lá!

As últimas pedaladas foram no escuro, mas em poucos minutos chegamos a Campos do Jordão. A felicidade de alcançar o destino foi tanta que nem lembrava mais do cansaço.

Reunimos o grupo todo e fomos para a casa que tínhamos alugado, com subida no caminho, para continuarmos no clima, é claro.

Domingo de muita comilança

Cadê o chão?

Depois do café da manhã numa padaria amiga do ciclista, ou seja, com paraciclo, fomos passear em Capivari. No caminho, paramos para uma pedalada no ar: a Larissa foi testar a “bike-tirolesa”. Depois, encaramos a fila do teleférico para aproveitarmos a vista do Morro do Elefante.

O almoço foi na Baden Baden com direito a batata suíça e apfelstrüdel. Os não-vegetarianos optaram pelo eisbein. E todo mundo saiu de lá com a barriga cheia.

Perto de onde estávamos hospedados, decidimos parar em uma cervejaria. Alguns foram pedalar mais um pouco e outros ficaram para o bate-papo, cerveja e batata frita. Até que o Giba voltou com a ótima notícia de que, ali perto, tinha uma casa de espetinhos. E a gula falou mais alto de novo.

A brasília amarela.

Nos divertimos com a Brasília amarela cortada ao meio e adaptada para acomodar a chapa onde os deliciosos espetinhos são preparados. Comi o melhor pão-de-alho da minha vida e minha frustração foi não aguentar comer mais.

De barriga ainda mais cheia, voltamos para casa.

A volta

A Rodovia Monteiro Lobato é sem acostamento, cheia de curvas e tem apenas uma faixa em cada sentido. No entanto, as árvores projetam uma sombra gostosa no caminho e a vista é incrível.

Tive momentos de “Rota Márcia Prado feelings”, pois, embora estivéssemos descendo a serra, havia muitas subidas no percurso. De qualquer forma, foi bem mais tranquilo do que a ida, mesmo pedalando o dobro da distância.

:)

Pedalei sozinha por alguns momentos e parei várias vezes para fazer fotos. Num cruzamento, tinha uma banquinha de doces típicos. Não resisti e comprei um pacotinho de bolinhas de pavê de milho cobertas com chocolate.

Enfim, chegamos a Monteiro Lobato. Meu pai tinha me perguntado umas cinco vezes se passaríamos por lá. O almoço foi recomendação do Shadow e aprovado por todos: restaurante Resgate Caipira. Estava sem fome, mas me rendi quando vi que tinha quiabo e pudim.

Infância.

Antes de deixar a cidade, tirei uma versão meio fajuta de uma foto clássica de amigos. E outra com a Emília, é claro.

A empolgação bateu nos últimos quilômetros e, logo, estávamos em São José dos Campos. Pergunta aqui, pergunta ali e chegamos à rodoviária. Esperamos a turma, batemos a foto oficial de chegada e embarcamos no próximo ônibus.

Adorei a experiência e quero fazer mais e mais viagens. A volta à fazendinha é uma delas, com certeza.

New Yorker e eu.